Notícias

17.03.2026

Conheça os filmes da 19ª edição

Há festivais que se anunciam. E há festivais que regressam como um ritual: esperado, reconhecível, mas com o compromisso de surpreender.


A Festa do Cinema Italiano apresentou esta terça-feira a programação da sua 19.ª edição, que arranca a 9 de abril, em simultâneo no Cinema São Jorge, em Lisboa, e no Batalha Centro de Cinema, no Porto, com La grazia, o mais recente filme de Paolo Sorrentino. Um regresso que volta a colocar o cinema italiano no centro da vida cultural portuguesa. Não apenas nas salas, mas na cidade e no país.

Ao longo de mais de dois meses, o festival percorre cerca de 20 cidades, de Lisboa ao Porto, passando por Setúbal, Coimbra, Aveiro, Lagos ou Loulé, afirmando-se como uma das mais consistentes plataformas de circulação de cinema europeu em Portugal.


Um cinema que pensa o presente

A abrir, La grazia propõe um olhar íntimo sobre o poder e a fragilidade, acompanhando os últimos dias de mandato de um Presidente da República. Um filme que confirma a assinatura estética de Sorrentino — entre a grandiosidade e o silêncio — e que antecipa uma edição marcada por olhares diversos sobre o mundo contemporâneo.


Entre as antestreias nacionais (12 no total), destacam-se nomes centrais do cinema italiano atual, como Mario Martone, Gabriele Salvatores, Gianni Amelio e Gianfranco Rosi. Filmes que atravessam géneros e geografias, da memória histórica ao retrato social, do drama intimista ao cinema de autor mais experimental.


Entre eles, surgem histórias de guerra e consciência (Campo di battaglia), retratos sensoriais de território (Sotto le nuvole) ou viagens entre realidade e imaginação (Napoli – New York), compondo um mosaico cinematográfico que oscila entre o realismo e a fábula.


Entre o cinema de autor e a cultura popular

A programação abre também espaço ao cruzamento entre cinema de autor e cultura popular. Entre os títulos mais aguardados está Modi – Tre giorni sulle ali della follia, realizado por Johnny Depp, um retrato febril de Amedeo Modigliani na Paris de 1916.


Ao lado, o regresso de Claudio Giovannesi com Hey Joe, protagonizado por James Franco, e o fenómeno de bilheteira Buen Camino, com Checco Zalone, que levou milhões de espectadores às salas italianas, revelam um festival atento tanto à criação autoral como ao pulso do público.


Novas vozes, novos olhares

Na secção Competitiva, um conjunto de primeiras e segundas longas-metragens revela uma nova geração de realizadores italianos. Filmes que percorrem territórios de fronteira — geográficos e emocionais — e que chegam de festivais como Cannes, Veneza ou Roma.


Entre eles, Le città di pianura, de Francesco Sossai, ou Ultimo schiaffo, de Matteo Oleotto, mostram um cinema inquieto, livre e atento às pequenas histórias que constroem o presente.


Claudia Cardinale: uma presença que permanece

Um dos eixos centrais desta edição é a retrospetiva dedicada a Claudia Cardinale, figura incontornável do cinema europeu, celebrada ao longo de várias sessões na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.


Mais do que uma homenagem, trata-se de um reencontro com uma atriz que atravessou décadas e cinematografias, de Visconti a Fellini, mantendo uma presença que continua a ressoar no imaginário contemporâneo. A abertura contará com a presença de Claudia Squitieri, filha da atriz e presidente da Fundação Claudia Cardinale.


A secção Amarcord inclui ainda um ciclo dedicado a Pier Paolo Pasolini, com materiais raros e inéditos em Portugal, e uma evocação dos 50 anos de Brutti, sporchi e cattivi, de Ettore Scola.


Um festival que vai além do ecrã

A programação expande-se para lá das salas, com sessões especiais, debates e encontros que cruzam cinema e sociedade. Entre eles, Portuários em Ação propõe uma reflexão sobre trabalho e responsabilidade cívica, enquanto o programa Cinema Transfronteiriço Itália–Eslovénia revisita territórios marcados pela história e pela identidade.


Há ainda espaço para eventos paralelos, oficinas para famílias, stand-up comedy e experiências que cruzam cinema com música e gastronomia — incluindo o cine-jantar com exibição de O Leopardo, inspirado na retrospetiva dedicada a Claudia Cardinale.


Antes do arranque oficial, a AperiFesta volta a aquecer o festival com antestreias, música, gastronomia e convívio, numa programação que prolonga o cinema para lá das salas.


Um cinema que se vive

Ao longo de quase duas décadas, a Festa do Cinema Italiano consolidou-se como um espaço de encontro — entre filmes e espectadores, entre memória e presente, entre Itália e Portugal.


Mais do que um festival, é uma forma de habitar o cinema.


Há filmes que se veem. Outros que nos acompanham muito depois de a luz voltar à sala.


CONHEÇA OS FILMES EM EXIBIÇÃO.




Organização

Il Sorpasso

Em Colaboração com

Risi Film

Parceiros Institucionais

Embaixada de Itália

Viatura oficial

Fiat

Patrocinadores

Mapei

Mecenas

PLMJ

Parceria Estratégica

Lisboa Cultura

Parceiros de Programação

República Portuguesa

Apoios à Programação

Plasticus Maritimus

Hotel Oficial

Hotel Dom Pedro Lisboa

Restaurante Oficial

Mano a Mano

Parceiros de Media

RTP 2

Parceiros de Divulgação

El Corte Inglés

Apoio

My Air Bridge

Apoio à Divulgação

Junta de Freguesia de Santo António

Apoio a Eventos Paralelos

Piena Libreria

Parceiros de Programação: Cidades

Batalha Centro de Cinema
Oeiras Valley
Oeiras Cultura
Câmara Municipal de Oeiras

Programa Garantir Cultura - Ficha de projeto 2020

Compete 2020