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06.04.2026

As nossas escolhas!

Stefano Savio, Diretor Artístico da Festa do Cinema Italiano e Anette Dujisin, Coordenadora da Programação revelam os seus preferidos. Uma escolha difícil, mas que propõe um percurso menos evidente que aspira a demonstrar a vitalidade, qualidade mas também o humor do cinema italiano. 

As escolhas de Stefano Savio:


Sotto le nuvole, Gianfranco Rosi
Gianfranco Rosi coloca o seu olhar na cidade de Nápoles, explorando a complexidade desta cidade com uma abordagem quase arqueológica, entre as várias camadas que a história foi deixando sobrepostas umas às outras. Muitas parecem segredos esquecidos, mas, na realidade, são o magma que anima esta cidade.
Um filme livre e poético.


La valle dei sorrisi, Paolo Strippoli
Finalmente, o grande cinema de género volta a falar italiano. Um filme que começa como um thriller e termina como um horror, mas que, na realidade, é um drama social. Perfeitos os tempos, perfeita a construção do ambiente e das personagens. Mas, sobretudo, destaca-se a capacidade de integrar na narrativa questões complexas como a relação entre o sagrado e o profano, a paternidade e a procura da felicidade.
 
Un anno di scuola, Laura Samani
Um filme corajoso e espontâneo que traduz visualmente, nos dias de hoje, o romance de Giani Stuparich publicado em 1929. Dinâmicas relacionais que parecem datadas, mas que, na realidade, mantêm um valor universal. Uma universalidade representada pela fantástica protagonista Fred, mas situada num microcosmo tão bem caracterizado como é a cidade de Trieste neste filme.
 
Ultimo schiaffo, Matteo Oleotto
Se Fargo, dos irmãos Coen, tivesse sido realizado em Itália, provavelmente teria os mesmos protagonistas e a mesma ambientação do último filme de Matteo Oleotto. Uma ode aos esquecidos da sociedade num dos recantos mais esquecidos da Itália, aquela terra de fronteiras e montanhas entre Itália, Áustria e Eslovénia. Uma cínica fábula de Natal, uma comédia amarga. 


Fiume o Morte!, Igor Bezinović
Vencedor do prémio de Melhor Filme no Festival de Roterdão, Fiume o Morte! mostra como a história e as suas múltiplas interpretações podem ser melhor representadas quando lidas através da lente do surreal e do grotesco. Os diferentes pontos de vista e as diversas memórias sobre um acontecimento histórico dramático e, ao mesmo tempo, bizarro criam um satírico carnaval que se constrói em torno de uma sátira ao fascismo.
 



As escolhas de Anette Dujisin:


Modi – Trè giorni sulle ali della follia, Johnny Depp
Um filme de surpreendente liberdade criativa, que cruza reconstrução histórica com um espírito irreverente e lúdico. Entre o esteticismo, o ritmo e a ironia, Johnny Depp constrói um objeto cinematográfico inesperado — longe dos códigos previsíveis de uma produção de estrela de Hollywood —, onde a figura de Modigliani emerge com energia caótica e contemporânea.


La città proibita, Gabriele Mainetti
Gabriele Mainetti confirma o seu talento singular para reinventar o cinema de género em Itália. Aqui, revisita o cinema de ação dos anos 80 com uma energia visceral, onde a violência coreografada se transforma numa verdadeira dança. A protagonista Liu Yaxi impõe uma presença magnética, num filme que alia espetáculo físico a um rigor formal impressionante.


White Lies, Alba Zari
Num gesto profundamente pessoal, Alba Zari transforma o cinema num dispositivo de investigação e de cura. Ao explorar a história da sua família — marcada por trauma, manipulação e violência — constrói um filme corajoso e inquietante, que nunca abdica de uma delicadeza rara. Um percurso íntimo onde a confrontação com o passado se abre à possibilidade de reconciliação.


Le città di pianura, Francesco Sossai

Um dos filmes mais belos e inesperados dos últimos anos. Um road movie alcoólico e errante que desenha um retrato simultaneamente terno e desencantado da existência. Sossai filma os gestos triviais, as misérias quotidianas e os raros momentos de revelação com uma leveza enganadora, deixando emergir, sob a superfície, uma melancolia persistente que confere profundidade a este aparentemente despretensioso percurso, sem perder a ironia.


Il quieto vivere, Gianluca Matarrese
Partindo de um conflito familiar real, Gianluca Matarrese constrói um retrato quase arquetípico das dinâmicas familiares no sul de Itália. Numa pequena aldeia calabresa onde todos são parentes, as tensões domésticas entre duas cunhadas adquirem a dimensão de uma verdadeira tragédia clássica. Entre ameaças, denúncias e um “coro” de tias que, à volta da cozinha, tenta mediar a reconciliação, o realizador compõe um objeto singular, onde o rigor formal convive com uma subtil e penetrante ironia.

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