Medeia (Medea)
de Pier Paolo Pasolini
19ª Festa do Cinema Italiano 2026
França, Itália, 1967, 110', Legendas PT
com Maria Callas, Giuseppe Gentile, Massimo Girotti, Laurent Terzieff
O encontro de Pasolini com Maria Callas (ficariam grandes amigos, Pasolini dedica-lhe uma série de poemas e outra de desenhos), deu-se à volta da Medeia, de Eurípides, que também fora o ponto de partida de uma ópera de Cherubini, uma das suas históricas criações (levada ao palco em 1953 e 62). Pasolini desenvolveu o filme para Callas mas, para surpresa e desconsolo de todos os amantes de cantora, em MEDEIA esta não canta e quase não fala. Foi justamente por não ter de cantar que Callas aceitou o convite (outros realizadores já a haviam desafiado e esta recusara sempre). Mas além de não cantar, Pasolini teve a ousadia de, durante a pós-produção, convidar outra atriz para a dobrar (Rita Savagnone), no que era uma prática comum. A versão italiana dobrada foi aquela que mais circulou, no entanto produziram-se, à época, duas versões com a voz de Callas, uma em italiano (com a qual Pasolini não estava satisfeito) e outra em inglês. Recentemente o BFI recuperou a versão inglesa do filme e será essa que se irá apresentar na Cinemateca – pela primeira vez com a voz da cantora.
Texto: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
A exibir em cópia digital.
Versão com a voz de Maria Callas.